quarta-feira, 18 de maio de 2011

Procurei-te desarvorado e triste pelas terras distantes (Rabindranath Tagore)






“Procurei-te desarvorado e triste pelas terras distantes... 

em loucas aventuras com os outros, sem conseguir encontrar-te. 

Aonde chegava a minha ansiedade... Deparava-me com as marcas de teus pés no chão. 

Penetrei-me pelas lâminas da angústia... Dilacerando todas as minhas ambições, em vãs tentativas de te encontrar. 

Exauri-me... Sem resultado feliz... E detive-me vencido. 

Defrontei-me um dia... Duas estrelas que se apagavam nos olhos de uma criança aandonada... E amei-a. 

A sua voz sem palavras e a música de sua necessidade... Fizeram-me encontrar os três: 

o próximo, 

a mim e 

a Ti, ó Soberano Senhor da minha vida. 

Não cesses de cantar... Ó brisa ligeira que passeias pelo vale... Nem interrompas o teu curso... Ó água transparente do regato. Toda musicalidade que embala a natureza... Faz-se partitura para que o cantor destrave a sua voz de sua garganta e inunde o mundo de harmonias.” 


Rabindranath Tagore

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