segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

A arte de viver (OSHO, O Livro da Cura)


      "O homem nasce para atingir a vida, mas tudo depende dele. Ele pode perdê-la. Ele pode seguir respirando, ele pode seguir comendo, ele pode seguir envelhecendo, ele pode seguir se movendo em direção ao túmulo - mas isso não é vida. Isso é morte gradual, do berço ao túmulo, uma morte gradual com a duração de setenta anos. E porque milhões de pessoas ao redor de você estão morrendo essa morte lenta e gradual, você também começa a imitá-los. 

As crianças aprendem tudo daqueles que estão em volta delas e nós estamos rodeados pelos mortos. Então temos que entender primeiro o que eu entendo por 'vida'. Ela não deve ser simplesmente envelhecer. Ela deve ser desenvolver-se. E isso são duas coisas diferentes. Envelhecer, qualquer animal é capaz. Desenvolver-se é prerrogativa dos seres humanos. Somente uns poucos reivindicam esse direito.


      Desenvolver-se significa mover-se a cada momento mais profundamente no princípio da vida; significa afastar-se da morte - não ir na direção da morte. Quanto mais profundo você vai para dentro da vida, mais entende a imortalidade dentro de você. Você está se afastando da morte: chega a um momento em que você pode ver que a morte não é nada, apenas um trocar de roupas ou trocar de casas, trocar de formas - nada morre, nada pode morrer.

A morte é a maior ilusão que existe.

      Como desenvolver-se? Simplesmente observe uma árvore. Enquanto a árvore cresce, suas raízes crescem para baixo, tornam-se mais profundas.

Existe um equilíbrio; quanto mais alto a árvore vai, mais fundo as raízes vão. Na vida, desenvolver-se significa crescer profundamente para dentro de si mesmo - que é onde suas raízes estão.

      Para mim o primeiro princípio da vida é meditação. Tudo o mais vem em segundo lugar. E a infância é o melhor momento. À medida que você envelhece, significa que você está chegando mais perto da morte, e se torna mais e mais difícil entrar em meditação. Meditação significa entrar na sua imortalidade, entrar na sua eternidade, entrar na sua divindade. 

E a criança é a pessoa mais qualificada porque ela ainda está sem a carga da educação, sem a carga de todo o tipo de lixo. Ela é inocente.  Mas infelizmente a sua inocência está sendo considerada como ignorância. Ignorância e inocência tem uma similaridade, mas elas não são a mesma coisa. Ignorância também é um estado de não conhecimento, tanto quanto a inocência é. Mas também existe uma grande diferença que passou despercebida por toda a humanidade até agora. A inocência não é instruída - mas também não é desejosa de ser instruída. Ela é totalmente contente, preenchida...
 
      O primeiro passo na arte de viver será criar uma linha de demarcação entre ignorância e inocência. Inocência tem que ser apoiada, protegida - porque a criança trouxe com ela o maior tesouro, o tesouro que os sábios encontram depois de esforços árduos. Os sábios têm dito que se tornaram crianças novamente, que eles renasceram...

      Sempre que você perceber que perdeu a oportunidade da vida, o primeiro princípio a ser trazido de volta é a inocência. Abandone o seu conhecimento, esqueça as suas escrituras, esqueça as suas religiões, suas teologias, suas filosofias. 

Nasça novamente, torne-se inocente - e a possibilidade está em suas mãos. Limpe a sua mente de todo conhecimento que não foi descoberto por você mesmo, de todo conhecimento que foi tomado emprestado dos outros, tudo o que veio pela tradição, convenção, tudo o que lhe foi dado pelos outros - pais, professores, universidades. Simplesmente desfaça-se disso. Novamente seja simples, mais uma vez seja uma criança. E esse milagre é possível pela meditação.

      Meditação é apenas um método cirúrgico não convencional que corta tudo aquilo que não é seu e só preserva aquilo que é o seu autêntico ser. Ela queima tudo o mais e o deixa nu, sozinho embaixo do sol, no vento. É como se você fosse o primeiro homem que tivesse descido na Terra - que nada sabe e que tem que descobrir tudo, que tem que ser um buscador, que tem que ir em peregrinação.

      O segundo princípio é a peregrinação. A vida deve ser uma busca - não um desejo, mas uma pesquisa: não uma ambição para tornar-se isso, para tornar-se aquilo, um presidente de um país, ou um primeiro-ministro, mas uma pesquisa para encontrar 'Quem sou eu?'. É muito estranho que as pessoas que não sabem quem elas são, estão tentando se tornar alguém. Elas nem mesmo sabem quem elas são neste momento! Elas não conhecem os seus seres - mas elas têm um objetivo de vir a ser. Vir a ser é a doença da alma. O ser é você e descobrir o seu ser é o começo da vida. Então cada momento é uma nova descoberta, cada momento traz uma alegria. Um novo mistério abre as suas portas, um novo amor começa a crescer em você, uma nova compaixão que você nunca sentiu antes, uma nova sensibilidade a respeito da beleza, a respeito da bondade.

      Você se torna tão sensível que até a menor folha de grama passa a ter uma importância imensa para você. Sua sensibilidade torna claro para você que essa pequena folha de grama é tão importante para a existência quanto a maior estrela; sem esse folha de grama, a existência seria menos do que é. E essa pequena folha de grama é única, ela é insubstituível, ela tem a sua própria individualidade.

      E essa sensibilidade criará novas amizades para você - amizades com árvores, com pássaros, com animais, com montanhas, com rios, com oceanos, com as estrelas. A vida se torna mais rica enquanto o amor cresce, enquanto a amizade cresce...

      Quando você se torna mais sensível, a vida se torna maior. Ela não é um pequeno poço, ela se torna oceânica. Ela não está confinada a você, sua esposa e seus filhos - ela não é confinada de jeito algum. Toda essa existência se torna a sua família e a não ser que toda essa existência seja a sua família, você não conheceu o que é a vida. - porque homem algum é uma ilha, nós estamos todos conectados. Nós somos um vasto continente, unidos de mil maneiras. E se o nosso coração não está cheio de amor pelo todo, na mesma proporção a nossa vida é diminuída.

      A meditação lhe traz sensibilidade, uma grande sensação de pertencer ao mundo. Este é o nosso mundo - as estrelas são nossas e nós não somos estrangeiros aqui. Nós pertencemos intrinsecamente à existência. Nós somos parte dela, nós somos o coração dela.

      Em segundo lugar, a meditação irá lhe trazer um grande silêncio - porque todo o lixo do conhecimento foi embora, pensamentos que são partes do conhecimento foram embora também... Um imenso silêncio e você é surpreendido
- esse silêncio é a única música que existe. Toda música é um esforço para manifestar esse silêncio de algum modo.

      Os videntes do antigo oriente foram muito enfáticos a respeito da questão de que todas as grandes artes - música, poesia, dança, pintura, escultura - são todas nascidas da meditação. Elas são um esforço para, de algum modo, trazer o incompreensível para o mundo do conhecimento, para aqueles que não estão prontos para a peregrinação - presentes para aqueles que ainda não estão prontos para partirem na peregrinação. Talvez uma canção possa despertar um desejo de ir em busca da fonte, talvez uma estátua.

      Na próxima vez que em você entrar em um templo de Gautama Buda ou de Mahavira, sente-se silenciosamente e olhe a estátua... porque a estátua foi feita de tal forma, em tal proporção que se você olhá-la, você cairá em silêncio. É uma estátua de meditação; não é a respeito de Gautama Buda ou de Mahavira...

      Naquele estado oceânico, o corpo toma uma certa postura. Você próprio já observou isso, mas não estava alerta. Quando você está com raiva, você observou? seu corpo tomou uma certa postura. Na raiva você não pode manter as suas mãos abertas: na raiva, a mão se fecha. Na raiva você não pode sorrir - ou você pode? Com uma certa emoção, o corpo tem que seguir uma certa postura. Pequenas coisas estão profundamente relacionadas no interior...

      Uma certa ciência secreta foi usada por séculos, de modo que as gerações futuras pudessem entrar em contato com as experiências das gerações mais velhas - não através de livros, não através de palavras, mas através de algo que vai mais profundo - através do silêncio, através da meditação, através da paz. À medida que seu silêncio cresce, sua amizade cresce, seu amor cresce; sua vida se torna uma dança, momento a momento, uma alegria, uma celebração.

      Você já pensou sobre o porquê, em todo o mundo, em toda cultura, em toda sociedade, existem uns poucos dias no ano para a celebração? Esses poucos dias para a celebração são apenas uma compensação - porque essas sociedades tiraram toda a celebração de sua vida e se nada é dado para você em compensação, sua vida pode tornar-se um perigo para a cultura. Toda cultura criou alguma compensação e assim você não se sentirá completamente perdido na miséria, na tristeza... Mas essas compensações são falsas. Mas no seu mundo interior pode existir uma continuidade de luz, canções, alegria.

      Sempre lembre-se que a sociedade o compensa quando ela sente que a repressão pode explodir em uma situação perigosa se não for compensada. A sociedade encontra algum jeito de lhe permitir soltar a repressão. Mas isso não é a verdadeira celebração, e não pode ser verdadeira. A verdadeira celebração deveria vir de sua vida, na sua vida.
      E a celebração não pode estar de acordo com o calendário, que no primeiro dia de novembro você irá celebrar. Estranho, o ano todo você é miserável e no primeiro dia de novembro, de repente, você sai da miséria, dançando. Ou a miséria era falsa ou o primeiro de novembro é falso; ambos não podem ser verdadeiros. E uma vez que o primeiro de novembro se vai, você está de volta em seu buraco negro, todo mundo em sua miséria, todo mundo em sua ansiedade.

      A vida deveria ser uma celebração contínua, um festival de luzes por todo o ano. Somente então você pode se desenvolver, você pode florir.
Transforme pequenas coisas em celebração... Tudo o que você faz deveria expressar a si próprio; deveria ter a sua assinatura. Então a vida se torna uma celebração contínua.

      Inclusive se você adoece e você está deitado na cama, você fará daqueles momentos de repouso, momentos de beleza e alegria, momentos de relaxamento e descanso, momentos de meditação, momentos para ouvir música ou poesia. Não há necessidade de ficar triste porque você está doente. Você deveria estar feliz porque todo mundo está no escritório e você está na cama como um rei, relaxando - alguém está preparando chá para você, o samovar está cantando uma canção, um amigo se oferece para vir e tocar flauta para você. Essas coisas são mais importantes do que qualquer remédio. Quando você está doente, chame um médico. Mas, mais importante, chame aqueles que o amam porque não existe remédio mais importante que o amor. Chame aqueles que podem criar beleza, música, poesia à sua volta, porque não existe nada que cure como uma atmosfera de celebração.

      O medicamento é o mais baixo tipo de tratamento. Mas parece que nós esquecemos tudo, assim nós temos que depender dos medicamentos e ficar rabugentos e tristes - como se você estivesse perdendo uma grande alegria que havia quando você estava no escritório! No escritório você era miserável
- simplesmente um dia de folga, mas você também se agarra à miséria, você não a deixa ir.

      Faça todas as coisas criativas, faça o melhor a partir do pior - isso é o que eu chamo de arte. E se um homem viveu toda a vida fazendo a todo momento uma beleza, um amor, um desfrute, naturalmente a sua morte será o supremo pico no empenho de toda a sua vida.

      Os últimos toques... sua morte não será feia como ordinariamente acontece todo dia com todo mundo. Se a morte é feia, isso significa que toda a sua vida foi um desperdício. A morte deveria ser uma aceitação pacífica, uma entrada amorosa no desconhecido, um alegre despedir-se dos velhos amigos, do velho mundo...

      Comece com a meditação e muitas coisas crescerão em você - silêncio, serenidade, êxtase, sensibilidade. E o que quer que venha com a meditação, tente trazer para a sua vida. Compartilhe isso, porque tudo o que é compartilhado cresce mais rápido. E quando você atingir o momento da morte, você saberá que não existe morte. Você pode dizer adeus, não existe nenhuma necessidade de lágrima de tristeza - talvez lágrimas de felicidade, mas não de tristeza."
                                                                            
            OSHO, O Livro da Cura
Copyright © 2006 OSHO INTERNATIONAL FOUNDATION, Suiça.

O minuto anterior já não é mais real... (Rodrigues de Andrade)


O minuto anterior já não é mais real e o de daqui a pouco 
ainda não existe.

Se existe algo de valor incomparável é o tempo presente.


 
Rodrigues de Andrade

“O que o ser humano mais valoriza neste mundo... (Henry Louis Mencken)



“O que o ser humano mais valoriza neste mundo não é o direito, 
mas o privilégio”. 

Henry Louis Mencken, 
jornalista e escritor, EUA, 1880-1965




Se você tenta controlar o que não lhe pertence... (Harriet Rubin)

 Se você tenta controlar 
o que não lhe pertence, perde o que lhe pertence.

Harriet Rubin (escritora americana)

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Quando eu for, um dia desses... (Mário Quintana)

  Quando eu for, um dia desses,
Poeira ou folha levada
No vento da madrugada,
Serei um pouco do nada
Invisível, delicioso

Que faz com que o teu ar
Pareça mais um olhar,
Suave mistério amoroso,
Cidade de meu andar
(Deste já tão longo andar!)

E talvez de meu repouso...

 Mário Quintana

... Serenamente se vá quando chegada a hora. (Marina Colasanti)


Assim como deixamos abertas as portas
e disponíveis os sentimentos para receber
a chegada de um Amor,
devemos deixar livre a passagem para que
serenamente se vá quando
chegada a hora.



Marina Colasanti

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Eu me perdôo...



EU ME PERDÔO

E PERDÔO A TODOS

DO MEU PASSADO

E DO MEU PRESENTE.

EU ME LIBERTO

E LIBERTO A TODOS

DO MEU PASSADO

E DO MEU PRESENTE.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Para navegar contra a corrente... (Nise da Silveira)




Para navegar contra a corrente são necessárias condições raras: 

espírito de aventura, 

coragem, 

perseverança 


paixão.

(Nise da Silveira) 

 
Atrás de cada linha de chegada, há uma de partida.

O Deus das Ruas e das Alturas... (Frank Oliveira)



Caminho pelas ruas de São Paulo em profundo êxtase: nunca estive tão feliz em estar aqui. Vivo um processo de resgate de minhas raízes, de aceitação e mente aberta para reconhecer que as coisas que sempre tive certeza não são tão concretas assim. Em estado de graça, atravesso o centro da cidade em meio à noite escura; porém, dentro de mim é dia e um sol interno ilumina meus passos.

Antes, eu procurava constantemente pelo perfume do desabrochar das flores, pois acreditava erroneamente que era nas coisas mais belas que Deus deveria estar. Que desilusão mais sábia e divina: bati asas procurando as alturas e acabei rastejando na terra batida.

Em princípio, ser terra me repulsou. Acostumado com a clareza do céu, senti nojo da lama, do ovo podre e do odor da sujeira que saia do meu corpo. Incomodado, eu quis queimar os trajes que vestia, até que me dei conta que aqueles panos que me cobriam eram na verdade uma armadura.

Então, os olhos se abriram e eu vi admirado o divino se manifestando no barro, na sujeira, no mendigo de olhos famintos, no esgoto que fedia. Vi Deus menino brincando nas poças das ruas; vi Deus velhinho abraçando os mais desafortunados. E quando tive certeza que Deus estava mesmo na escuridão da noite suja, uma nova surpresa, calou-me a boca. Fui colando peça por peça, lembrança por lembrança, nesse quebra-cabeça que é a busca do divino; e lembrei das grandes lições que já tinha aprendido na vida:


"Na luz, o escuro manifesta o mundo; no escuro, a luz ilumina tudo"

"O desabrochar da flor é tão divino quanto a queda das pétalas"

"Há beleza, tanto no ovo podre quanto no óvulo, onde germina a vida"

"Se nascer é a morte da alma, o morrer é o nascimento do eterno"

"Todo o ciclo da vida é perfeito, se você olhar direito, verá que também há luz no olhar do cego"

"Deus não esta nem numa coisa, nem na outra e ao mesmo tempo está em ambas e se ainda houver dificuldade para entender que tudo é divino, manifeste a sua visão de Deus no caminho do meio, pois é justamente no equilíbrio do ser, que o Deus velho e o Deus menino se manifestam em você"

Frank Oliveira

Na estrada de minha casa há um pasto. Dois cavalos vivem lá...

 
"Na estrada de minha casa há um pasto. Dois cavalos vivem lá.

De longe, parecem cavalos como os outros cavalos, mas, quando se olha bem, percebe-se que um deles é cego. Contudo, o dono não se desfez dele e arrumou-lhe um amigo - um cavalo mais jovem.  Isso já é de se admirar.

Se você ficar observando, ouvirá um sino. Procurando de onde vem o som, você verá que há um pequeno sino no pescoço do cavalo menor.

Assim, o cavalo cego sabe onde está seu companheiro e vai até ele. 


Ambos passam os dias comendo e no final do dia o cavalo cego segue o companheiro até o estábulo.

E você percebe que o cavalo com o sino está sempre olhando se o outro o acompanha e, às vezes, pára para que o outro possa alcançá-lo.


E o cavalo cego guia-se pelo som do sino, confiante que o outro o está levando para o caminho certo.



Como o dono desses dois cavalos, Deus não se desfaz de nós só porque não somos perfeitos, ou porque temos problemas ou desafios. Ele cuida de nós e faz com que outras pessoas venham em nosso auxílio quando precisamos.



Algumas vezes somos o cavalo cego guiado pelo som do sino daqueles que Deus coloca em nossas vidas.

Outras vezes, somos o cavalo que guia, ajudando outros a encontrar seu caminho.



E assim são os bons amigos. Você não precisa vê-los, mas eles estão lá.

Por favor, ouça o meu sino. Eu também ouvirei o seu."


Viva de maneira simples,
Ame generosamente,
Cuide com devoção,
Fale com bondade....
E confie, deixando o resto para Deus...


sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Ainda é tempo de recompores... (Joanna de Ângelis / Divaldo Pereira Franco)

Ainda é tempo de recompores
uma situação infeliz que está ficando para trás.
Enquanto estás no caminho com o outro,
há oportunidade para refazer e corrigir.
Se ele não aceita a tua disposição,
o problema já não é teu.
Enquanto, porém, não te disponhas ao ato nobre, permaneces em débito.
O mau momento ocorre sempre.
A manutenção dele é opcional do capricho humano.
Saneia-te com a disposição superior
de não conservar lixo emocional,
buscando todo aquele com quem não foste feliz, a fim de retificar a situação.

Joanna de Ângelis (espírito) / Divaldo Pereira Franco



Como bem salientou Joanna, 'o mau momento ocorre sempre e a manutenção dele é opcional do capricho humano'.

Somos espíritos em evolução, ainda fadados aos erros e desenganos.

Em determinado momento, nem sempre agimos de forma construtiva e madura.

O homem velho que ainda reside em nós, por vezes agressivo, por vezes maldoso, surge num rompante e agimos de maneira contrária às Leis do Pai.

Como diz o ditado, errar é humano... Mas permanecer no erro é improdutivo.

Por isso, ao fim de cada dia, faça um balanço de suas atitudes e, se necessário, refaça os caminhos, corrigindo mal-entendidos e anulando desavenças e sentimentos negativos.

Com certeza você será o maior beneficiado. 


quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

O coração da gente gosta de atenção... (Ana Jácomo )


“O coração da gente gosta de atenção. De cuidados cotidianos. De mimos repentinos. De ser alimentado com iguarias finas, como a beleza, o riso, o afeto. Gosta quando espalhamos os seus brinquedos no chão e sentamos com ele para brincar. E há momentos em que tudo o que ele precisa é que preparemos banhos de imersão na quietude para lavarmos, uma a uma, as partes que lhe doem. É que o levemos para revisitar, na memória, instantes ensolarados de amor capazes de ajudá-lo a mudar a freqüência do sentimento. Há momentos em que tudo o que precisa é que reservemos algum tempo a sós com ele para desapertá-lo com toda delicadeza possível. Coração precisa de espaço.”
Ana Jácomo


quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

A arte sagrada de lavar louça suja (Frank Oliveira)


Era a minha vez de lavar a louça, mas havia uma sujeira no prato que eu não conseguia tirar. Um resto de algo que virou crosta e água corrente nenhuma conseguia remover. Tentei a esponja com sabão, usei a palha de aço e ainda assim, o prato continuava sujo.

Nervoso, quis até quebrar o prato; mas a minha esposa, com a sua sábia experiência, observando a minha luta, aproximou-se da pia da cozinha e
comentou:

- Certas sujeiras não saem tão fácil. É preciso deixá-las de molho para que a água do discernimento, no tempo certo, as remova.
  

Frank Oliveira

Os obstáculos te mantém forte...



A Felicidade te mantém gentil 
Os obstáculos te mantém forte 
As mágoas te mantêm humano
Os choques te mantêm humilde
Tu és tão especial!

Cargas desnecessárias (Redação do Momento Espírita)



        Conta-se que um homem caminhava vacilante pela estrada. Em uma das mãos levava um tijolo e, na outra, uma pedra.

        Nas costas carregava um saco de terra e do pescoço pendiam algumas vinhas.

        Completando a inusitada carga, equilibrava sobre a cabeça pesada abóbora.

        Sua figura chamava a atenção e um transeunte o deteve e lhe perguntou:

        Por que você carrega esta pedra tão grande?

        O viajante olhou para a mão e comentou:

        Que estranho! Eu nunca havia notado que a carregava.

        Assim dizendo, lançou fora a pedra, continuando sua marcha, sentindo-se agora bem melhor.

        Mais adiante, outro transeunte, lhe indagou:

        Você parece muito cansado. Mas, por que carrega uma abóbora tão pesada?

        Estou contente que me tenha perguntado. – falou o viajante. Eu nem havia notado o que estava fazendo comigo mesmo.

        Então, jogou para longe a abóbora, prosseguindo a andar com passos mais leves.

        Assim foi pelo caminho todo. Cada pessoa que ele encontrava, lhe falava de um dos pesos que ele levava consigo.

        Por sua vez, o viajante os ia descartando, um a um, até se tornar um homem livre, caminhando como tal.

        Seus problemas, acaso, eram a pedra, o tijolo, a abóbora?
Naturalmente, não.

        Era a falta de consciência da existência delas.

        Quando as viu como cargas desnecessárias, lançou-as longe, liberando-se.

        Esse é o problema de muitos de nós.

        Carregamos a pedra dos pensamentos negativos, o tijolo das más impressões, a pesada carga de culpas por coisas que não se poderia ter evitado.




        Penduramos ao pescoço a autopiedade, conceitos de punição e de que tudo está perdido, sem solução.

        Não é de nos admirarmos, pois, que nos sintamos tão cansados, sem energia!

        Portanto, hoje, verifiquemos se estamos carregando a canga da mágoa, o mármore do remorso, a lápide da culpa.

        Seja um tijolo de recriminações ou uma grande pedra de queixas, lancemos tudo longe.




        Aprendamos a nos libertar e sintamo-nos mais leves, seguindo pela estrada da vida como quem anda ao sol, em plena primavera, aspirando o ar das manhãs, enchendo pulmões e oxigenando o cérebro.

        Desafoguemos o coração dos quilos de mágoa e vivamos lúcidos, perseguindo objetivos maiores.

        Não culpemos a outrem pelo nosso desânimo e nosso cansaço.

        Olhemos para nós mesmos, conscientizemo-nos das cargas desnecessárias, tomemos as devidas providências.

        Sigamos felizes, leves, conscientes, perseguindo metas de saber, luz, paz, felicidade.

                                                        *   *   *

        Mantém a tua consciência desperta. Não te deixes consumir pelo desalento ou por qualquer sentimento de incapacidade.

        Aprimora-te sempre. Ilumina-te sempre e trabalha para alcançares a felicidade, que tanto anseias.



Redação do Momento Espírita, com base em história de autor desconhecido.

Em 24.09.2008.